Paulo Roberto Rech ( psic_paulorech ) wrote,
Paulo Roberto Rech
psic_paulorech

A QUESTÃO DOS VALORES E O PERDÃO

Já tenho escrito sobre a questão dos valores na psicoterapia e no resgate da saúde e do bem-estar do homem. Em muitas circunstâncias a questão fundamental é reconhecer o que é um valor e/ou quais são os valores na nossa existência. Por vezes, ''diatraídamente'' colocamos no mesmo plano pontos ou questões que fundamentalmente tem valores diferenciados. E, poderíamos afirmar, que hoje, em função de uma grande "oferta" de situações e alternativas de programas, inexistentes anos ou décadas passadas, nos é mais difícil estar continuamente fazendo o exercício de escolher e definir os valores para a nossa vida.

Um exemplo bem simples?

Quando queremos repousar, qual é a atitude mais comum nos dias de hoje? Sendo mais objetivo: você, ao chegar em casa, depois de um dia de trabalho e após o jantar, vai fazer o que? Ligar a televisão? Muito provavelmente, hoje temos "menos" tempo para estar com os filhos, mas este fato é também resultado de uma escolha, baseada - consciente ou não - em valores!!!

Fica um desafio: não ligue a televisão, pelo menos, não sem antes dedicar ''alguns minutos'' para saber as coisas do dia que passou e que os demais gostariam muito de contar a você...

MAS...

O título deste tópico refere-se também ao "perdão" e é sobre isto que gostaria de escrever. Porque percebi que também em relação ao perdão, o quesito ''valores'' pode ter uma influencia muito grande... Ou seja, se percebo o ''bem'' que estou fazendo ao perdoar, talvez seja mais fácil que tenhamos esta atitude. Paradoxalmente, a dificuldade em perdoar está intimamente ligada ao fato de o outro merecer ou não o perdão, segundo uma nossa percepção. Quanto mais percebo o outro como ''não merecedor'' do perdão, mais difícil ele poderá acontecer... Portanto, diferenciando questões onde entra a justiça civil/criminal como tal, naquilo que refere-se ao relacionamento entre as pessoas, o perdão terá tanto mais valor quanto maior for o erro e a culpa!

E se não fosse somente por isso, coloco outro motivo. São palavras de Nelson Mandela - 27 anos de motivos para ''não perdoar'' - preso injustamente na Africa do Sul: "Experimentar o ódio e o ressentimento é como beber um veneno e esperar que os inimigos morram". Portanto, temos duplos motivos para perdoar, embora "o outro não o mereça":

O perdão é um bem, tanto para o outro como para nós mesmos...




Tags: 2 - logoterapia, 5 - psicologia, 6 - valores, perdão
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