Clinica: Rua Paissandu, 210 - Flamengo - Rio de Janeiro
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(reedição)
A história da Psicologia mostra momentos marcantes que, infelizmente, distanciaram por demais a Psicologia de tudo que se refere ao transcendente enquanto aspecto humano ou religioso. Um dos conceitos mais marcantes, neste aspecto, vem de Sigmund Freud, reconhecido como o Pai da Psicanálise e um dos “pais” de grande parte da nossa cultura contemporânea. “A religião é uma doença”, sentenciou Freud. “Pensar no sentido da vida já é um sintoma de neurose”... Bem, felizmente Freud não foi o único grande nesta maravilhosa ciência que é a Psicologia.
Gostaria de citar, sem exagero, que podemos equiparar Viktor Emil Frankl ao grande Pai da Psicanálise, mesmo se Frankl citava o próprio Freud como um ‘gigante’ e reconhecia a ele muitos méritos na construção da ciência que hoje conhecemos. Mas, sabiamente, Frankl acrescentava que, “se um anão sobe nos ombros de um gigante, vê mais longe”.
Com certeza Frankl não foi um anão... Mas quem foi e, principalmente, o que Frankl “viu”? Antes de tudo, como tantos outros grandes da Psicologia, foi um contemporâneo de Freud, construiu uma amizade e relacionamento que o tornou um dos seus colaboradores, publicando, ainda jovem (19 anos), um artigo na revista científica dirigida pelo seu Mestre.
Aos poucos Frankl percebe que, ao contrario das colocações de Freud, aquilo que move o Homem é uma força em busca de um sentido para a própria existência, um sentido para a vida e tudo que a ela está relacionado. Embora em um primeiro momento chama a sua teoria de Análise Existencial, mais tarde muda para Logoterapia, onde LOGOS refere-se a “sentido” na língua grega e Logoterapia como a “terapia a partir do sentido”.
Frankl foi extremamente sábio e oportuno no colocar a Logoterapia oportunamente “distante” da religião, mesmo se profundamente ligada ao transcendente e por conseguinte ligada ao aspecto religioso presente no ser humano. Segundo Frankl, ao lado do bio-psicológico está um elemento até então desconsiderado na Psicologia e Frankl não teme em afirmar que no Ser Humano está presente o espírito e o Homem é um ser “bio-psico-espiritual”. Se para alguns o sentido da própria existência pode parecer um fator irrelevante, a experiência clínica tem mostrado o contrário e o mesmo pode testemunhar Frankl, pessoalmente, quando esteve preso por 3 anos nos campos de concentração nazistas.
Mas qual o fundamento para o sentido da nossa existência? Frankl sustenta que é a própria existência a “buscar” realizar um sentido e isto é próprio e específico da existência humana e o fundamento está no fato que o Homem é também ‘espírito’ e não somente um “processo de combustão de oxigênio”, como sustentava Freud e outros. Sustentar uma posição oposta à frankleana é sustentar um niilismo, como citado pelo próprio autor da Logoterapia:
"Não foram apenas alguns ministros de Berlim que inventaram as câmaras de gás de Maidanek, Auschwitz, Treblinka: elas foram preparadas nos escritórios e salas de aula de cientistas e filósofos niilistas, entre os quais se contavam e contam alguns pensadores anglo-saxônicos laureados com o Prêmio Nobel. É que, se a vida humana não passa do insignificante produto acidental de umas moléculas de proteína, pouco importa que um psicopata seja eliminado como inútil e que ao psicopata se acrescentem mais uns quantos povos inferiores: tudo isto não é senão raciocínio lógico e conseqüente." (Sede de Sentido, São Paulo, Quadrante, 1989, p. 45.)
Podemos contextualizar - no camp dos valores da vida humana - outros grandes personagens da História. Manathma Ghandi, conhecido pelo conceito de “não violência” e pela sua atuação na libertação da Índia frente à colonização britânica, dizia: “Descobri diversos motivos pelos quais estaria disposto a morrer, mas nenhum motivo pelo qual estou disposto a matar”. Ghandi foi radical naquilo que para ele era o sentido da própria existência, tanto que morreu em função destes motivos pelos quais lutou. Poderia citar outros conhecidos personagens, como Martin Luther King, Chico Mendes ou ainda Madre Teresa de Calcutá, todos que, respondendo a uma exigência, a um chamado interior, dedicaram a sua vida ao cuidado de uma causa, dos últimos e abandonados pela sociedade. Não poderiam passar despercebidos aqueles que, no Brasil, mas nao somente, literalmente “lutam” pela sobrevivência em sofridas circunstancias econômicas e sociais, mas zelam pela família, pelo cuidado dos filhos e/ou netos, sendo estes o sentido da própria existência.
No campo da Psicologia Clínica, percebo o quanto o despertar de um sentido – sempre existente, mesmo se encoberto – é importante e pode ser definitivo para a saúde mental do indivíduo. Este fato é mais perceptível quando em situações de extremo degrado da condição humana, como o desemprego, a desestruturação da família, a dependência química, a violência ou mesmo situações que envolvem crimes de qualquer natureza, mas é válido também para o nosso quotidiano. Exemplos: quem de nós não teve a dúvida sobre a “validade” de estudar este ou aquele conteúdo? A pergunta comum era e é: “Se quero ser um engenheiro, por que devo saber tanto de biologia?” Outro fato marcante é receber uma mesma nota – 8,0 por exemplo – para uma disciplina muito difícil, que exigiu muito esforço e também para uma disciplina considerada fácil: a nota 8,0 para a disciplina “difícil” com certeza traz mais gratificação para o aluno, trazendo à tona a existência de Valores e o quanto a realização destes é um fator importante para todos nós, na medida em que confere sentido para o que vivemos e para a nossa existência.
(continua em breve...)
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Feliz com a vida
transmitidos e sempre presente em tudo que refere-se ao ser humano.
A questão dos valores é central na Logoterapia, a linha ou escola de Psicologia
criada e defendida por Viktor Emil Frankl, austríaco de saudosa memória.
Pois nestes dias conheci um pouco mais de um músico
fora dos padrões atuais de consumo, pela mensagem que transmite.
JACK JOHNSON é o cara.
Algumas músicas estão sendo usadas nas escolas, tanto na Africa do Sul,
em alguns países da Europa, onde encontrei videos e também aqui no Brasil.
Escolhi este, de uma escola carioca, por ser legendado em portugues.
Mais um sinal que os valores não saíram totalmente de moda!
Os "3 R's": "Reduzir, reusar e reciclar" - proposta de
uma nova cultura que previlegia o consumo
consciente e responsável.
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Infelizmente, por ser percebido como ''não mensurável", ou seja, como não pode ser quantificado, não pode ser medido, a dimensão do ''amor'', foi praticamente excluída da Psicologia enquanto ciencia e os autores que tiveram ou tem a ousadia de mencionar o ''amor'' em suas obras correm o risco de não serem levados á serio...
Mas o livro traz muitos elementos para as nossas reflexões. Abaixo, no link e na postagem a seguir, um pequeno trecho, com uma resposta de Einstein sobre a nossa relação com o universo. (!!!)
"QUAL A QUESTÃO MAIS IMPORTANTE QUE SE APRESENTA Á HUMANIDADE?"
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cheerful
E dá uma dor de barriga...
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